Quaest mostra empate técnico entre Flávio e Lula, e o duelo dos sigilos ganha novas rodadas

Nas pesquisas eleitorais. A nova pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. O restante da soma é branco, nulo ou indecisos. O levantamento foi feito já após o debate da Band.
O resultado aponta um empate técnico, já que estão dentro da margem de erro de 2pp.
- Em relação à última pesquisa, o resultado mostra uma queda de 1pp de Flávio e estabilidade de Lula.
Onde cada um cresceu? Quando olhamos região, sexo, raça, renda e escolaridade, as intenções de voto dos candidatos são de estabilidade. A exceção está entre as pessoas que recebem o Bolsa Família. Entre elas, Lula passou de 60% para 62%, enquanto Flávio caiu de 31% para 27%.
Olhando para o pessoal que não prefere nenhum:
- Entre os eleitores que votaram em outras alternativas no primeiro turno, 43% dizem que irão votar em Flávio e 37% em Lula.
- Entre os que não foram votar ou escolheram branco/nulo, 40% irão de Lula e 36% de Flávio.
Apesar disso, a expectativa de vitória entre os eleitores segue com Flávio. Entre os entrevistados, 54% acham que o senador vai vencer, contra 37% que acreditam na vitória do petista.
Em outras fontes: No mercado preditivo, a chance de vitória do Flávio é de cerca de 79%, enquanto Lula fica com 21%. Na Gerp, que acertou a vitória de Flávio no primeiro turno, o senador aparece com 53% dos votos válidos e o petista com 47%.
Eles decidiram jogar truco. No domingo, no debate da Band, Lula disse que abria os sigilos bancários, telefônicos e fiscais seu e da sua família se Flávio também abrisse o dele e da família dele.
Em resposta, Flávio disse que topa, desde que Lula abrisse os sigilos também do Marcola, das agendas de Janja, dos gastos no cartão corporativo e dos registros de visitas ao Planalto.
Na sequência, Lula topou a contrapartida, mas incluiu outra: a quebra do sigilo da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado pela PF no caso de descontos indevidos no INSS.
O tema virou uma das maiores pautas da reta final da campanha de Lula e, pelo visto, dificilmente será "concluído" antes de domingo. A autorização de Lula será encaminhada ao TSE hoje, às 11h.



