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Edição nº 15São Paulo · 5 min de leitura

Leo’s Journal, edição nº 15, domingo, 1 de novembro de 2026

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Itamaraty cobra a Argentina e democratas cobram Trump pela fuga de Flávio, França tem o terceiro sábado de protestos e a Binance repõe 90% do roubo.

Destaques

BrasilAtualizaçãoda edição nº 14, 31 de out.

Itamaraty chama diplomata argentina para explicar a fuga de Flávio, e deputados democratas cobram o governo Trump pelo jato

Palácio do Itamaraty, em Brasília, à noite: a fachada de arcos altos e finos iluminada em tons dourados se reflete no espelho d'água à frente, sob o céu escuro
Dlaurini / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A fuga de Flávio Bolsonaro virou assunto diplomático nos dois lados da rota.

Na Argentina. O Itamaraty chamou a encarregada de negócios da Argentina, María Emilia Cortés, para pedir informações sobre a passagem do senador pelo país vizinho. Segundo a Reuters, Flávio cruzou a ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, às 22h50 da terça (27) e, 40 minutos depois, embarcou num jatinho particular rumo aos EUA. O chanceler argentino, Pablo Quirno, respondeu no X: "Falso. Não houve nenhum pedido de explicações". Milei repostou.

Nos EUA. Um grupo de 25 deputados democratas mandou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, querendo saber se o governo Trump ajudou na viagem, com o jato, vistos e a entrada no país, apesar da ordem do STF que o impedia de deixar o país. Eles pedem resposta até 13 de novembro.

MundoAtualizaçãoda edição nº 14, 31 de out.

No terceiro sábado de protestos, 320 mil vão às ruas na França fantasiados para o Halloween, e a noite termina com 565 presos

Policiais franceses de choque, com capacetes, coletes e escudos, formam uma barreira numa avenida arborizada de Paris, com várias vans azuis da polícia estacionadas atrás deles
Roland Godefroy / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A França teve ontem o terceiro sábado seguido de protestos, e muita gente foi fantasiada. Segundo o governo, cerca de 320 mil pessoas marcharam no país, 70 mil delas em Paris. As organizações de estudantes falam em quase meio milhão.

Menos gente, mesma tensão. O público caiu em relação aos 410 mil do sábado anterior e aos 550 mil de 17 de outubro. Mais de 40 estações de metrô ficaram fechadas em Paris. As marchas foram pacíficas durante a tarde, mas, no fim, grupos mascarados arrancaram pedras do calçamento e atacaram a polícia em Paris, Lyon, Toulouse e Marselha.

  • 565 presos no país, segundo o Ministério do Interior.
  • Um policial foi atingido por um coquetel molotov em Paris, caso que o ministro Laurent Nuñez chamou de "tentativa de homicídio".
  • Os estudantes prometem bloquear escolas na terça e na quinta e se juntar ao ato dos sindicatos em 5 de novembro.
EconomiaAtualizaçãoda edição nº 13, 30 de out.

Binance diz ter reposto 90% dos US$ 6,3 bilhões roubados, volta a liberar saques, e FBI culpa a Coreia do Norte

Uma moeda dourada com o símbolo do bitcoin apoiada sobre o teclado prateado de um notebook
Satheesh Sankaran / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Três dias depois de anunciar o maior roubo de criptomoedas da história, a Binance diz que já repôs até 90% dos cerca de US$ 6,3 bilhões levados das suas carteiras. Neste domingo, a corretora começou a liberar os saques por etapas: primeiro bitcoin, depois Ethereum e a rede BNB.

  • De onde saiu o dinheiro: do fundo de proteção aos usuários (SAFU), de parte do fundo de seguro de futuros e do caixa da própria empresa. "A Binance vai absorver o impacto, não nossos usuários", diz a nota.
  • O que falta: os 10% restantes são tokens menos líquidos, fora dos dez maiores, que vão demorar mais para ser comprados no mercado.
  • Quem foi: o FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte. Segundo a agência, os hackers já converteram os ativos em Ethereum para lavar o dinheiro.

Ainda sem explicação. Não se sabe como o ataque aconteceu. A Binance chegou a falar no notebook comprometido de um engenheiro, mas o co-CEO Richard Teng disse depois que o processo foi mais complexo do que o abuso das permissões de uma só pessoa.

Brasil

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Governo manda ministros e forças federais a aldeias de Mato Grosso do Sul após ameaças a indígenas depois do 2º turno

No sábado, os ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e dos Direitos Humanos, Janine Mello, visitaram aldeias em Coronel Sapucaia e Tacuru, em Mato Grosso do Sul, onde comunidades Guarani e Kaiowá relatam ameaças depois do segundo turno. O caso mais grave são áudios que falam em pôr veneno na água da Aldeia Sassoró.

  • Quem está lá: Polícia Federal, PRF e Força Nacional, com as delegacias da PF no estado orientadas a trabalhar 24 horas nos casos.
  • No país todo: até 30 de outubro, o Ministério dos Direitos Humanos tinha 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação ligadas à eleição.

Nem tudo se confirmou. O Ministério Público Federal concluiu que um suposto ataque a indígenas em Naviraí era desinformação: tratava-se de um crime de motivação familiar, sem relação com a eleição, e as fotos que circularam foram adulteradas. Já em Tacuru, a investigação sobre os áudios continua, e a prefeitura teve 48 horas para explicar o caso.

Mundo

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Às vésperas das eleições nos EUA, Khamenei manda preparar resposta "sem limite geográfico" a qualquer novo ataque ao Irã

Imagem de satélite do Estreito de Ormuz: a península de Musandam, de terra árida, avança sobre o mar azul-escuro entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, com a costa do Irã no alto
MODIS Land Rapid Response Team, NASA GSFC, via Wikimedia Commons (domínio público)

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, mandou as Forças Armadas se prepararem para uma resposta "imediata e eficaz, sem restrição geográfica" se o país for atacado de novo. A ordem veio em meio a relatos de que EUA e Israel preparam novos bombardeios, e a dois dias das eleições de meio de mandato americanas, na terça (3/11).

A diplomacia corre em paralelo. Mediadores do Catar passaram a sexta em Teerã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que não há planos de se encontrar com autoridades americanas, enquanto a mediação de Catar e Paquistão continua. Segundo a Al Jazeera, a base da negociação segue sendo a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em poucos dias, em troca do fim do bloqueio naval aos portos do Irã, de alívio nas sanções ao petróleo e de uma trégua regional, inclusive no Líbano.

Economia

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